Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004

"Hora de ir embora quando o corpo quer ficar, toda alma de artista quer partir... Arte de deixar algum lugar, quando não se tem para onde ir!"

Atualização 

atendendo à pedidos, tenho que tentar atualizar meu blog, e mais, acresentar comentários à esta criatura... como já disse, já tentei várias formas de incuir os comentários mas nunca dá certo, é muito complicado, e agora definitivamente não vou ter tempo pra quebrar minha cabeça com isso... Outro dia começei a escrever alguma coisa, algo do tipo fiz isso, e aquilo, começou isso, tá ficando apertado, mas desisti porque meu objetivo não é fazer desse lugar uma publicação da rotina de uma garotinha, e sim um lugar pra dizer coisas mais complexas, das que ficam mais pra dentro da gente.... e são tantas, né, tantos assuntos, ainda mais quando agente começa a remecher tudo lá dentro prá tentar dar uns rumos na vida, tipo decidir o que tentar no vestibular, quem eu sou, o que quero, onco tô, pronco vô! é complicado........ ainda mais com tantas responsabilidades, tantos projetos antigos para dar continuidade. O negócio é não pensar muito, me organizar e ir levando, quando sobrar tempo eu paro e penso, respiro, saio do trem, aquela velha história. É isso o que tenho pra dizer por hora, essa é a minha ATUALIZAÇÃO!

Quarta-feira, Janeiro 21, 2004

CALADA 

Muito tempo que já não escrevo nada... e o que dizer? Algumas horas, em várias horas, aliás, é melhor ir digerindo, identificando, familiarizando com as novas informações que chegam... Por que o que não é essa vida, senão uma grande locomotiva que passa fazendo barulho, carregando um monte de coisas, sem parar em nenhuma estação? Sei que essa história é velha, "a vida não pára", mas às vezes agente é que tem que pedir um arrego, saltar fora e ver se depois conseque pular para dentro do próximo vagão... com a cabeça limpa, ou com menos coisas na bagagem. Sinto que preciso dessa respirada, aproveitar quando ainda estou do lado de fora, só olhando ela passando, antes de ser arrebatada novamente pela onda de acontedimentos, pelos vários pensamentos que se misturam em lugares diferentes aos quais não pertencem, pela falta de tempo vazio... Quero só o teto do meu quarto, monótono, onde não acontece nada, que serve como tela de projeção das idéias e reflexões, um cinema mudo em seguência de fatos. Calado.

Quinta-feira, Janeiro 08, 2004

Benção 


"Não, não sei se é um truque banal
se um invisível cordão
sustenta a vida real
cordas de uma orquestra, sombras de um artista
palcos de um planeta
e as dançarinas no grande final
chove tanta flor, que sem refletir, um ardoroso espectador
vira colibri

Qual, não sei se é nova ilusão
se após o salto mortal, existe outra encarnação
membros de um elenco, malas de um destino, parte de uma orquestra
duas meninas num imenso vagão
negro refletor, flores de organdi e o grito do homem voador
ao cair em si

Não sei se é vida real
um invisivel cordão
após o salto mortal"


Com a alma mais serena, e o coração mais tranquilo, vai pé ante pé continuando uma longa caminhada... Com o pensamento talvez confuso, e ansioso, vai o caminho para um lado certo, com o destino a se encerrar à quilomêtros daqui... para os que vão, longe, para os que ficam, saudade. E pela vida, continuidade. Estalando os dedos uma última vez, o longo suspiro como a puchar a última fração de ar, corpo em cena, e segue o espetáculo que não pode parar!!!

Quinta-feira, Dezembro 25, 2003

AOS MEUS AMORES!!!! 

depois de sair com alguns queridos amigos, e de tradicionalmente me despedir deles para até o ano que vem (!), percebi o quanto as pessoas que estão ao meu lado são muito bonitas e especiais e achei que todas mereciam um comentário "exclusivo"... Na verdade é realmente uma declaração de amor à todos os amigos e pessoas que amo... Espero que a vida siga com muita sorte para cada um, e que agente nunca deixe de se esbarrar por aí, com os que estão sumidos, com os que são muito próximos, com os que tenho visto sempre, com os que eu nem preciso ver, com os que não tenho falado, ou apenas por e-mail..... com todos que estão lendo isso agora e sorrindo, pois sabem que é com eles que estou falando! com amor...

Segunda-feira, Dezembro 22, 2003

pelo ano que passou 

EU TENTEI COMPREENDER A COSTURA DA VIDA, ME ENROLEI POR QUE A LINHA ERA MUITO COMPRIDA... E COMO É QUE EU VOU FAZER PARA DESENROLAR?!"

É inevitável que chegue o final do ano e agente começe a pensar em tudo que passou, no que foi feito... na vida que vivemos, no que construímos para o próximo ano e que irá permanecer e no que foi definitivamente finallizado. Como esse ponto final. Vivi mais ou menos uns três anos neste que está finalizando, no sentido de fazer coisas, descobrir o teatro de verdade e fazer por onde, conhecer pessoas em um semestre e achar que já faziam anos que estava com elas, talvez seja um presságio para os anos que virão... e em um pequeno espaço de tempo crescer tanto, começar a pensar em tantas coisas, e quando achava que nem tinha mais ano, passar no palácio... que eu nem sei direito o que é, mas que é um caminho...
e esperar o próximo chegar, daqui à nove dias, provavelmente chorando apenas porque se acabou. Eu nunca tive essa sensação... de terminar um ano, olhar para ele e dizer "UFA"!, trabalho realizado... e deixar as coisas todas lá, por que apesar da peça que continua, e de tudo que continua, a maioria foi começada e terminada lá, isso é bom. É como fechar a porta de um armário sem que fique para fora um pedaço de roupa, ou fechar a gaveta sem que uma calcinha fique sobrando...

Foi um ano bom, cheio de fases, cheio de pequenos anos começando e terminando, havia dias que em uma semana passava um mês inteiro, por tantas coisas que aconteciam em um dia só... e assim foi... e assim passou.

Quarta-feira, Dezembro 17, 2003

PARA ENTENDER 

ontem reli isso tudo que escrevi, em momentos de saudade, de desespero, de raiva, de tranquilidade... e é assim mesmo... tem umas coisas que saem forte demais, às vezes exageradas, e às vezes sou eu que me engano mesmo, com os meus próprios sentimentos, achando que são muito maiores do realmente são... ou talvez muito mais intensos. Talvez naquele momento tenham sido, mas eles mudam, vão e voltam, saem e retornam, é uma confusão! Depende do estado da alma... e também fiquei pensando em como seria para quem lê isso tudo e é parte disso, por que já levei e já dei muita porrada...
Talvez estive em muito equivocada com várias coisas e em diversas interpretações,das que escutei e das que falei, mas as explicações para tudo que aconteceu são muito vagas, desde o primeiro momento de tudo até agora... não de uma história só, mas da história completa...
e o motivo para elas estarem aqui é a vontade de dizer tudo que não pude no momento em que deveria ter falado... ou de estar dizendo as coisas que vem depois e que já não se deve mais dizer, como eu não acredito nisso, de deixar tudo guardado...
meu medo é que as pessoas não saibam cuidar disso também, que elas venham aqui e saiam proferindo pragas, ou com muita raiva, sem poder compreender meu desabafo, à minha maneira, sem compreender que tive meus enganos mas que pelo menos fui sincera, e que isso não é tudo que penso e que não é necessariamente assim... ou é...
E o que posso querer? Eu tenho saudade, tenho arrependimentos, choro, rio, fiz bobagens, acreditei em besteiras, ou não, e não é de uma pessoa só que estou falando... é de tudo.... é principalmente de mim....
Por isso não tenho medo, quem quis conferir, conferiu, essa sempre foi a proposta inicial...



Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz,
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz
Agora vá sua vida, como você quer
Porém não se surpreenda se uma outra mulher
nascer em mim
Como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor

Segunda-feira, Dezembro 15, 2003

"Diz-se que, em sua origem, o teatro era um ato de cura, de cura da cidade. De acordo com a ação de forças entrópicas fundamentais, nenhuma cidade pode escapar ao inevitável processo de fragmentação. Mas, quando a população se reúne em um lugar especial e sob condições especiais para participar de um mistério, os membros dispersos são reagrupados, e uma cura momentânea reconcilia o corpo maior, no qual, cada membro, ao lembrar-se de que é um membro, encontra seu lugar."

ESPERANDO VOCÊ 

"O SENHOR GODOT MANDA AVISAR QUE NÃO PODE VIR HOJE, MAS VIRÁ AMANHÃ, SEM FALTA!"
milhões de coisas estão filosofando na minha pequena cabeça. Descobri uma coisa óbvia mas que alivia algumas outras, penso que faltar à um encontro não se trata apenas de perder a hora e não comparecer à um compromisso... a falta não se trata apenas da "não-presença" física, mas da presença falsa em todos os aspectos!
trata-se de nunca chegar...

faltar à um encontro é o que agente faz constantemente com os compromissos, com o trabalho indesejado, com o tempo corrido, com as pessoas que estão feito coisas no meio das outras que nos desagradam.
é nunca se entregar...
vc faltou ao encontro e eu estava esperando você... esperei o momento em que o tempo para e eu olho para vc... eu olhei, mas o tempo não parou, e eu olhei em vão, assim como esperei. o problema de quem espera demais é não conseguir deixar de esperar, por que cada dia que passa aumenta a ansiedade de ver chegar o tão desejado momento, até que se encontra uma resposta, sequida de uma conclusão solitária... "Eu acho que não consigo... Partir".
não é de hoje a falta, não é exclusiva no meu caso, é de agora, de todos os momentos em que está lá (ou não está).

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